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Pressão Hiperbárica

A pressão atmosférica está ligada á força da gravidade terrestre. Quanto mais perto do centro da terra estivermos maior será a força da gravidade exercida sobre nós.

A pressão hiperbárica é considerada uma pressão anormal e por isso também é classificada como “risco físico”.

 

PRESSÃO HIPERBÁRICA

Ocorre quando o homem está sujeito a pressões maiores do que a pressão atmosférica. Estas situações ocorrem quando a pessoa está abaixo do nível da terra, como em mergulhos, por exemplo. Nesse caso, quanto maior a profundidade maior será a pressão exercida sobre a pessoa.

Pressão Hiperbárica

Insalubridade: Vale lembrar que o trabalho sob condições hiperbáricas dá direito ao trabalhador de receber adicional de insalubridade conforme NR 15 anexo 6.

Aposentadoria especial: O trabalho em condições hiperbáricas confere ao trabalhador o direito á aposentadoria especial após 25 anos de trabalho dedicados á atividade.

DESCIDA – SUBIDA

O trabalho sob condições hiperbáricas expõe o trabalho a período de compressão (descida-imergir) e descompressão (subida-emergir).

O anexo 6 da NR 15 estabelece critérios para o planejamento das compressões e descompressões, o limite superior de pressão, que é de 3,4 kg/cm², o período máximo de trabalho para cada faixa de pressão conforme iremos mostrar no quadro abaixo.

Pressão de trabalho - NR 15

O anexo 6 também fornece tabelas para descompressão para vários períodos de trabalho levando em consideração a pressão exercida.

DOENÇA DESCOMPRESSIVA

Ocorre quando o mergulhador excede o limite de tempo ou de profundidade ou os dois ao mesmo tempo. Durante o mergulho o aumento da pressão faz com que o nitrogênio contido no ar respirado (ar mandado mecanicamente) se dissolva nos tecidos do corpo. A quantidade absolvida pelo corpo depende (como já disse) do tempo e da profundidade do mergulho.

Assim como o ar que respiramos (ar atmosférico), o ar nos cilindros de mergulho é uma mistura de dois gases O² (oxigênio) e N² (nitrogênio). A grande questão é que o nitrogênio não é metabolizado pelo corpo, por isso, quase de nitrogênio tudo que inalamos é expelido quando expiramos. O pouco que fica se dissolve nos pulmões e outros tecidos.

Quando o corpo atinge o limite de nitrogênio ele passa a não mais armazenar nitrogênio no corpo, ou seja, a partir desse momento tudo que entra sai.

Durante o mergulho, os pulmões captam mais nitrogênio do que o que estamos acostumados na superfície já que a pressão é aumentada e isso eleva a densidade do gás. Ao invés de ser normalmente exalado o excedente de nitrogênio acaba sendo dissolvido nos tecidos corporais enquanto a pressão no ambiente aumenta ou continua a mesma. Quando o mergulhador começa a subir em direção à superfície ocorre a descompressão, logo, a perda de pressão ambiente é gradativa e proporcional em relação à subida.

Com a diminuição da pressão, o nitrogênio gradualmente começa a ser dissolvido nos tecidos corpóreos e entregado através do sangue aos pulmões que faz o trabalho de expeli-lo.

Riscos: Se o mergulhador não observar as medidas de segurança e realizar a subida de forma rápida, o processo de expelir o nitrogênio pode acontecer de forma repentina, causando formação de bolhas na circulação sanguínea e nos tecidos, e por último, compressões nervosas, obstrução de artérias, vasos linfáticos, veias, provocar reações químicas perigosas no sangue. A soma de alguns desses itens pode levar á morte.

Os sintomas normalmente são: paralisia, fraqueza, choque, insensibilidade, formigamento, dificuldade respiratória e dor nas articulações e membros.

ORIENTAÇÕES DE SEGURANÇA

Estojo de primeiros socorros, contendo medicamentos adequados para o tratamento de acidentes típicos e as instruções para sua aplicação, na ausência do médico.

Exames médicos: Anexo 6 da NR 15, item 2.9.7: Os exames médicos dos mergulhadores serão realizados nas seguintes condições:

a) por ocasião da admissão;

b) a cada 6 seis meses, para todo o pessoal em efetiva atividade de mergulho;

c) imediatamente, após acidente ocorrido no desempenho de atividade de mergulho ou moléstia grave;

d) após o término de incapacidade temporária;

e) em situações especiais, por solicitação do mergulhador ao empregador.

2.9.6 O médico concluirá os seus laudos por uma das seguintes formas:

a) apto para mergulho (integridade física e psíquica);

b) incapaz temporariamente para mergulho (patologia transitória);

c) incapaz definitivamente para mergulho (patologia permanente e/ou progressiva)

Comunicação: Deve existir comunicação satisfatória entre os envolvidos, para tanto, o uso de celulares, rádios ou similares são indicados.

Lista de verificação (Check list): A Marinha Brasileira na Normam 15, dita como orientação de segurança. No Check list ditado pela norma deve conter todos os equipamentos e componentes de um Sistema de Mergulho. Os equipamentos deverão ser verificados por pessoal devidamente qualificado quanto ao estado de conservação e condições de operacionalidade, visando à preparação do sistema antes do início de toda operação de mergulho.

Tabelas: Existem tabelas de mergulho elaboradas por organizações que visam estipular o tempo de duração do mergulho, e profundidade recomendada, a fim de garantir condições de mergulho seguro.  Essas tabelas também são itens de segurança que devem ser seguidos.

tabela de descompressão tabela de descompressão

Fatores individuais: Fatores individuais de pré-disposição fisiológica podem interferir na segurança do mergulho tais como obesidade, idade, sedentarismo, alcoolismo, doenças do pulmão e circulatórias, etc.

Paradas: O ato de fazer paradas durante a subida é fundamental para permitir que o nitrogênio seja eliminado sem risco de causar formação de bolhas. Essas paradas recebem o nome de descompressão.

Outra forma de prevenção fazendo uso da descompressão é fazer uso da Câmara Hiperbárica (CH).

Câmara Hiperbárica é um vaso de pressão especialmente projetado para a ocupação humana, no qual os ocupantes podem ser submetidos a condições hiperbáricas, sendo utilizada tanto para descompressão dos mergulhadores quanto para tratamento de acidentes hiperbáricos.

Fonte NORMAM-15/DPC (Diretoria de Portos e Costas) Marinha Brasileira.

CÂMARA DE VIDA

A câmara hiperbárica é utilizada nas operações de Mergulho Saturado ou nas de mergulhos que exijam sua ocupação por mais de doze horas. O interior é equipado com infraestrutura adequada para prover as condições mínimas de habitabilidade dos mergulhadores durante o período em que estiverem pressurizados, tais como: chuveiro, sanitário, dormitório, controle ambiental, etc.

Fonte NORMAM-15/DPC Marinha Brasileira.

SINO ATMOSFÉRICO – uma Câmara resistente à pressão externa, especialmente projetada para uso submerso, na qual os seus ocupantes permanecem submetidos à pressão atmosférica.

Fonte NORMAM-15/DPC Marinha Brasileira.

SINO FECHADO ou de RESGATE – Câmara hiperbárica, especialmente projetada para ser utilizada em trabalhos submersos, com espaço adequado para o número de ocupantes, sendo utilizada para transportar os mergulhadores, sob pressão, da câmara de vida para o local de trabalho ou no  Sistema destinado ao abandono de uma unidade de mergulho profundo, dotado de câmara hiperbárica de resgate e/ou baleeira de resgate hiperbárico com sistema de monitoramento de sobrevida.

Tubulão de Ar Comprimido – É uma estrutura vertical que se estende abaixo da superfície da água ou solo, através da qual os trabalhadores devem descer, entrando pela campânula, para uma pressão maior que atmosférica. A atmosfera pressurizada opõe-se à pressão da água e permite que os homens trabalhem em seu interior.

DICA IMPORTANTE

A NR 15 em seu anexo N.º 6 Trabalho Sob Condições Hiperbáricas e a NORMAM-15/DPC Marinha Brasileira trazem regulamentações importantes sobre o trabalho em condições hiperbáricas e devem ser consultadas até mesmo por seu alto grau de detalhamento técnico.

FONTE : DPC MARINHA BRASILEIRA / NORMAM – 15 

  • 04/01/2014
  • Postado por Diogo Antonio
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